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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Coisas bonitas

Babygrow Laranjinha à venda no site do armazém Barneys New York

 

Escolhi esta peça da Laranjinha porque está à venda numa loja norte-americana e acho que isso é fabuloso (se quiserem mais pormenores é ler o DN deste domingo), mas podia falar aqui da Knot, da Antimilk, da Pé de Roupa, da Maria Gorda, da Metro Kids, da Petit Patapon, da LA Kids & Junior. Se há coisa que se faz bem neste país é roupa para criança. Basta contar o que é nosso no corredor das lojas de criança do Colombo.

 

É piroso promover o made in Portugal? Talvez. Mas é bom que ao lado das notícias que nos deixam tão mal na fotografia, é bom ver outras que mostram (a quem cá vive e a quem está fora) o que se pode fazer aqui, de como isto não é apenas o país do made in, é também o país do designed in e de como temos respostas para problemas complexos. Por exemplo, e isto é real: uma vez que o consumo está muito instável, é uma mais-valia para Portugal. A nossa qualidade é reconhecida (já vamos à frente nesse ponto), podemos produzir quantidades mais pequenas por um preço que não é tão baixo como seria o da China mas que compensa porque podemos fazer uma média entrega em dois dias em qualquer país da Europa com custos de transporte muito mais baixos. 

Ruca ao Vivo, A Festa Surpresa!

Estrelas & Ouriços

 

"Ruca - A Festa Surpresa" esteve no Coliseu dos Recreios há duas semanas. E, penso, impõe-se, ainda que tardiamente, fazer observações várias à coisa. É que, ao contrário do que acontece com os adultos, não há publicação portuguesa que faça crítica de espectáculos infantis, evitando que pais e filhos vão ao engano ver certas coisas. Confesso que quando saí deste vinha, não direi fula, mas bastante desiludida. Não cantaram a canção do Ruca no final (imperdoável), foi tudo muito morno e as crianças, pela natureza da sala, tinham de ficar ao colo dos pais se queriam ver alguma coisa (como tive oportunidade de comentar com a Mil Sorrisos). Objectivamente? Muito fraco!

Mas, assente a poeira, acho que realmente o problema é que a produção queria realmente fazer uma coisa extra-boa. Tão extra-boa que deixou de ser infantil. As canções eram originais, os actores representavam e dançavam com aqueles fatos enormes e a história não se pode dizer que fosse má. Só que não puxava pelos miúdos. Houve pouca interacção e a história devia ser daquelas que eles já conhecem. Como eles sabem ao que vão, não vale a pena inventar. Pais e filhos agradecem o conforto de tudo aquilo ser familiar.

Em todo o caso, é imperdoável terminar o espectáculo sem voltar a pôr a música do Ruca. É, como dizia, Mil Sorrisos, "o ex-libris e não insistiram nada nele". 

Finalmente, e como já disse há um ano, quando fomos ver o Musical do Panda, é até constrangedora a má gestão e aproveitamento comercial que se faz da marca. É óbvio que não estou mortinha para ser "assaltada" com merchandising mas também não me parece normal que não haja uma pessoa a fazer umas fotografias divertidas à entrada com as crianças e no final, a possibilidade de tirar umas fotografias com os bonecos gigantes pelas quais se pague. É coisa que a minha filha Madalena dispensa. Como é do domínio planetário, tem pavor de cabeçudos e gente mascarada (até do Pai Natal), mas há imensas crianças que adoram e não custava nada, já que os deixam subir para o palco e confraternizar com as personagens terem alguém a fazer fotos, livros de autógrafos e terem a bonecagem a assinar. É nestas alturas que os americanos do Disney World fazem cá muita falta. Repito: não estou mortinha por gastar dinheiro mas acho melhor pagar por coisas giras do que por porcarias com luzes. E sempre era uma recordação mais engraçada da tarde. 

 

Quanto à Madalena, como é muito "exigente" a nível cultural, não manifestou qualquer felicidade com o espectáculo. Só me falou de uma brincadeira que o pai do Ruca faz e que, precisamente, incluía a participação da miudagem.

 

Enfim, não vou dizer que nunca mais vou porque tenho outra filha e acho que até os U2 têm direito a uma má digressão mas, rapaziada, vejam lá bem isto.

 

 

Pontualização

- As subvenções vitalícias a políticos que têm outros rendimentos sempre foi escandalosa. Hoje é obscena. E a maneira frouxa como o Governo lidou com o caso inspira tanta confiança com os partidos políticos que estão a ser eleitos ou a cheirar o poder na Tunísia e na Líbia. 

 

- Se eu agora aceitar um trabalho no Porto, alguém me dá uma subvenção para habitação? Não, pois não. Então, os políticos também podem procurar nos classificados quando vêm para Lisboa sentar-se no hemiciclo.

 

- Alguém devia dizer ao primeiro-ministro Miguel Relvas (afinal é ele que manda, não é?) que se outros países só têm 12 vencimentos é porque diluem subsídios de férias e Natal pelos 12 meses, coisa que também se pode fazer em Portugal. Demagogia!

Coisas bonitas

Adoro este texto de José Tolentino de Mendonça para o Secretariado Nacional da Pastoral Cultural a propósito do último livro de José Rodrigues dos Santos, O Último Segredo. Não se trata de achar que o padre e teólogo tem razão porque não sei, não li o romance do pivô da RTP. É pela forma, por como são postas as palavras e da maneira, simples e económica mas assertiva, como relembra que a Bíblia é, em todos os sentidos, uma construção. Já nem me lembrava, foi preciso este 'caso', que a Bíblia como a conhecemos hoje é do século XIX.

Pratos da balança que se equilibram

Há 21 anos, Cavaco Silva era primeiro-ministro. Depois dele vieram António Guterres, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, José Sócrates e agora temos Passos Coelho, que era líder da Juventude Social Democrata em 1990. Não havia telemóveis nem Internet. Nos últimos vinte anos, dei o meu primeiro beijo, fui à faculdade, vivi fora, conheci o meu marido, tive duas filhas... Crianças que nasceram nesse ano estão agora a entrar no mercado de trabalho já licenciadas. E durante todo o esse tempo, esta rapariga sonhou ter um filho. E, finalmente, ela, a Marta, nasceu. Incrível, ao mesmo tempo, a serenidade desta mãe durante a gravidez. Se fosse eu teria de ser sedada durante os nove meses tal seria a ansiedade. E chamar-lhe-ia Vitória ou Maria dos Milagres. Engraçado como, por mil coisas desalinhadas no mundo, encontramos sempre uma que nos faz acreditar que estava escrito. Só pode.

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