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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Para 2010

Se no novo ano conseguirmos acordar mais cedo todos os dias (e deitarmo-nos a horas mais razoáveis), a nossa vida já melhora, e muito.


 


E isto para dizer que os nossos sonhos estão cada vez mais simples. Olho para trás e penso "2009 correu bem ou correu mal?". Igual aos outros. Coisas boas por um lado, coisas más por outro, coisas totalmente irrelevantes. Não nos desapareceu ninguém que gostássemos e que nos fizessemos muita falta, é o mais importante. E, depois, com a Manena, como é que podemos avaliar as coisas em boas ou más? Ela existe é logo bom. Ela está bem, só melhora. É simples e cheio de lugares comuns, mas como diz a nossa amiga Meg, se há lugares comuns é porque são verdade.


 


Portanto, claro que desejamos montes de coisas espectaculares, daquelas que só de pensar há fogo de artifício em Sidney: promoções profissionais e mais um filho (e as duas coisas ao mesmo tempo que quando é para pedir nunca se deve ser modesto) e que nos saia o euromilhões, e ter uma casa maior e uns quantos empregados que a mantêm perfeita para a desfrutarmos. Ou aquela viagem de trabalho à Califórnia, ou uma viagem especial a St. Barths. Mais uma férias na Quinta do Lago, uma viagem num jacto privado, ir a Amesterdão, ir a Barcelona, ficar num hotel com vista para os Champs Elisées, três semanas de férias na Argentina, patinar no gelo em Nova Iorque, ir ver um jogo de Portugal à África do Sul... Ou, não sei, tornar-me um ás na cozinha, que é uma daquelas coisas que eu adoro nos outros (e admiro)! Mas, sobretudo, queremos apenas que seja um ano bom. Bom mesmo! Com saúde para todos, alegria e energia positiva. Pronto, e não querendo repetir o que já ficou dito no Facebook, com uma conta bancária parecida com a Popota: fatlicious!


 


 


 


 


 


 


 

Quatro dias sem sair de casa

Havia muitas coisas para dizer, mas não tem apetecido. Andamos mais ocupadas a viver. A Madalena ficou doente - infecção respiratória e otite (quando é, não faz por menos) - e há quatro dias que não saía de casa. Fartinha, fartinha! Faz birras parvas e obriga-me a dar-lhe palmadas no rabo, caso contrário só quer jantar no meio do chão, não muda a fralda e outras coisas igualmente imbecis pelas quais não devíamos ter de discutir. Coisas que se pensam quando não se tem bebés em casa. Igualmente, decidiu brincar com as fichas de electricidade e voltou a levar uma palmada. Mas não tem sido só isso. Pelo contrário. Foram duas (uma hoje, outra ontem, mais alguns ameaços), mas ficam mais presentes porque não apetece nada andar a dar sapatadas na miúda (oh culpa, malvada culpa!). Era mais giro que ela chegasse à secundária e dissesse "a minha mãe nunca me bateu".


 


Tem sido muito engraçado andarmos por casa juntas. "Mãe, Pocoyo", "Mamã, Ruca Gumes" (história do Ruca que não quer comer os legumes), "Mamã, Bob estutor" (Bob, o Construtor). Também andamos com "o meu Nenuco", o mercadinho, mais umas brincadeiras de menina e mais umas coisas que não têm nada a ver como subir o escadote cá de casa. A típica malandrice que deixaria o papá com os cabelos em pé.


 


Os cabelos, por falar nisso, estão enormes. De repente, cresceram muito e não passa sem os ganchinhos para prender a franja. Afinal sempre vamos poder fazer dois totós no 2.º aniversário.


 


Ri-se por tudo e por nada e tem uma nova mania. Aponta para as coisas e pergunta: "O que é isto?". Tal qual como lhe fazemos a ela.


 


Faz frases mais completas e com sentido, menos repetitivas:


- Vou buscar uma coisa.


- Que coisa, Madalena?


- Uma coisa bonita.


 


Deixei-a na escola porque precisava de mudar de ares e porque me disse que tinha saudades da Guida, da Cátia, da Isabel... Chegou tarde mas não perdeu tempo. Saiu de mão dada com o Diogo para ir buscar os babetes do almoço. Tão lindos os dois corredor fora...

Consumismo sim, ajudar os outros também

Há um lado totalmente parvo nessa conversa de que o Natal deixou de ser Natal, que é só consumismo, que ninguém pensa em valores, blá, blá, blá, todos queremos ser a Miss Universo nestes dias.


Pois claro que o consumismo desenfreado é uma porcaria tremenda que polui o ambiente, nos enche de falsas expectativas e nos cria falsas ilusões (sobre nós próprios e sobre os outros), mas dizer que o Natal é menos Natal por causa disso não é verdade. É graças a este "consumismo" que algumas pessoas, que não trabalham durante o resto do ano, podem ter trabalho; outras trabalham tanto que conseguem amealhar para os meses mais próximos (pastelarias e pequeno comércio tal como grandes superfícies que contratam mais pessoas, precisam de mais distribuição, que precisa de mais transportes, que usa mais gasolina... e por aí fora). Tudo maneiras de ajudar o próximo e que não se medem apenas nos presentes que se trocam de 24 para 25. Vai muito para além disso.


Só é pena que, para muitas pessoas que querem, não se possa prolongar pelo ano inteiro. Mas ainda bem que há pelo menos um dia no ano que somos "obrigados" a animar a economia.  E desculpem lá estar a falar de dinheiro (mete nojo quando o misturamos com o menino Jesus), mas é com ele que se paga o supermercado.


 


Querem austeridade? Esperem pela Quaresma.


 

Então, Feliz Natal e essas coisas todas

A azáfama do dia foi demais (nem deu para vir aqui), mas foi uma noite incrível para a Madalena. Ficou acordada até tarde, fartou-se de brincar e adorou os presentes. "Pesentes", segundo ela. Adora recebê-los, não importa o que esteja lá dentro. Mas depois há os eleitos. Os preferidos são o Nenuco (tal como previa) e as bonecas em geral. Muito chichi as pôs a fazer ontem! Também achou piada ter a sua própria esfregona, balde e vassoura (embora tenha sido menos efusiva do que o esperado, e bem, já que o objectivo é precisamente que deixe de se interessar por essas coisas) - está agora a passar a esfregona no corredor. Amou o xilofone e achou graça ao mercadinho... Do que gosta mesmo é do cartão multibanco (também como previsto).


Há mais umas coisas, mas vamos guardar. Não há capacidade para digerir tanto brinquedo e é bom receber coisas novas ao longo do ano. Aliás, a longo da noite percebeu-se que era tal o exagero que já há quatro presentes guardados e embrulhados à espera de 31 de Janeiro. Mesmo assim, garanto-vos, isto foi um exagero.


 


Quanto à mamã, posso dizer que recebi dois presentes inspirados na wishlist - só assim para meter nojinho. Nenhum deles foi uma mala. Nenhum deles foi um Mini Cooper.


 


O pai não recebeu meias, ihihihihih, mas sim uns presentes para amantes de vinhos.


 


Mais detalhes, mais tarde. Tenho aqui uma filha a dizer "olha para mim. Mamã, põe o Pocoyo".


Então, até já.


 


(Adenda: Apesar do tom totalmente insensível deste post, acreditem, há um ser humano em nós e sei, MESMO, que o melhor de tudo foi estarmos reunidos).

Relatório de actividades de sábado

Balanço de um dia de papá-a-sós-com-a-Madalena-enquanto-a-mamã-foi-trabalhar:


 


- Estiveram durante horas a brincar em casa;


- Foram passear juntos ao centro comercial porque na rua estava frio;


- Jantaram juntos; comeu caldo verde e pedaços de carne de porco (ando eu a poupá-la até aos dois anos para assim, num sábado de frio, se atirar ao bicho sem apelo nem agravo);


- Tomou banho dado pelo papá;


- Sempre que falámos ao telefone ouvi-a a imitar o papá.


- Há bichos espalhados pela sala;


- Está a dormir de leggings! 


 


Prevejo um domingo difícil para a mamã...


- Não te esqueças de mim, pequena filha!

Manena report

Não se escreve por aqui porque parece que não há nada interessante (fiquei traumatizada depois da Mil Sorrisos dizer que era de rir que fizesse um post porque a minha filha corre - tem razão, mas who cares?). Estarmos ligeiramente constipadas não ajuda. Vamos adiar a ida ao centro de saúde para tratar da segunda toma da vacina sazonal. Temos discutimos um bocado de manhã. Não me agrada. Primeiro é porque não quer trocar a fralda e vestir a roupa (muito gosta do quentinho esta miúda!). Depois por causa das brincadeiras. Insiste em andar com todos ganchos na mão e morro de medo que engulo um.





Está tão crescida que já não quer ficar ao meu lado na casa-de-banho enquanto tomo banho. Sim, eu sei que estou sempre a dizer ao papá "leva a Manena daqui, quero tomar banho descansada", mas também tenho medo do que possa fazer sem supervisão.





Em compensação, está cada vez mais hábil com o DVD. Hoje pegou no comando do iPod e pôs o computador a tocar (não fazia ideia que isto era possível, sequer!) e conhece tudo quanto é super-herói infantil - Pocoyo fui eu que ensinei, Noddy, Ruca e Ursinho Gummy não faço a mínima. Agora também acha piada a isto:



Pede o Pocoyo, senta-se ao meu colo e vemos o YouTube (abençoadinho seja!). Depois vai vendo os bonecos e pedindo outros (foi assim que demos estes Bichos Cantores).





Quando acorda, ainda assim, está sempre super meiga. Hoje, enquanto lhe preparava a roupa, pediu para se deitar na cama. Tapou-se e disse "vou domí". Bebeu o leite debaixo dos cobertores como se fosse muito mais crescida.





Fala bastante. Diz coisas super cómicas e inesperadas, nem sempre com sentido real. Mais para me fazer a vontade, presumo.





Outro passatempo é pedir-nos que imitemos os gestos que faz: braços cruzados, mãos no ar, palmas... É muito engraçado! No sábado a Mara Galuppo, que é psicóloga, disse que isso era um óptimo sinal.





Sabe bem o que é a árvore de Natal e inexplicavelmente (ou não) não tenta mexer-lhe. Suponho que porque na escola estão muito bem treinados. Com a brincadeira do calendário do Advento já diz "Manena, pesente". Seguindo o exemplo do Henrique e da família, damos-lhe coisas pequenas, roupa que precisa e enfeites para a árvore. É engraçado colocar os adornos com ela.





Por outro lado, já conseguiu destruir o embrulho do presente do papá e, se não tivesse chegado a tempo, tinha destruído outro. Está constantemente a pôr à prova e é um fósforo até se começar a oferecer porrada, o que não serve de nada porque para cumprir tal coisa não faria mais nada o dia inteiro.





(E, pronto, para quem não tinha nada para dizer...)







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