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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Segunda-feira

A pediatra das urgências disse à estagiária que a Mini tem bronco-traquio-laringite (deve ser tudo junto, mas depois os leigos não entendiam). Eu, que não sou médica, acho que a doença dela é outra: CRECHE.  Passámos mais uma bonita segunda-feira no hospital. É como se amanhã fosse o meu nono dia consecutivo de trabalho.  



Antes dela nascer, naqueles dias em que era capaz de passar uma folga inteira a ver episódios de CSI, passava-me pela cabeça que me ia arrepender daquele tempo sem fazer nenhum. Vejo agora que tinha razão. Foi tempo mal empregue. Mas ainda bem que o vivi que é para saber dar o valor a segundas destas. Em que tinha a agenda calculada ao milímetro e tive de mudar tudo.  




Sim, claro, Madalena, és adorável e não te trocava por nada deste mundo, mas consigo lembrar-me de programas mais interessantes do que estar das 11h00 às 15h00 no São Francisco Xavier (boas urgências pediátricas, a propósito!).




Triagem, consulta, aerossol para vias respiratórias altas (laringite),



20 minutos de espera a ver se fez efeito,



reavaliação, aerossol para bronquiolite,


20 minutos de espera a ver se faz efeito,


reavaliação e permissão para voltar para casa (na condição de voltar se ela piorar, o que, lei de murphy, acabou por acontecer.


 


Almoçou às 15h00, já perdida de fome, num restaurante, ao meu colo.


Impressionou os empregados. "Tão pequena e já come sopa sem ser passada". Ah, pois é, bebé! Não queremos cá chorões. E que bom que é trincar um espinafre na sopa!


 


O ponto alto do dia da Mini foi andar de balouço. Parece que se divertiu como uma maluca. Quase tanto como quando lhe digo "Blhac! Está sujo!". Por alguma misteriosa razão esta frase fá-la rir às gargalhadas. A tosse de cão não lhe levou o humor. Nem a energia. Passou o dia a esponjar-se no chão do hospital, impregnando as roupas de todo o tipo de germes. Penso nisso o tempo todo, mas não a contrario. Ao colo não vai parar de fazer birra e já basta o que basta quando lhe apontamos a máscara do aerossol.


 


Na sessão número 2 da visita às urgências, temos uma surpresa. O pai vem ter connosco. Quando chegamos a casa, percebemos que não temos como lhe dar 30 gotas de um dos remédios e procuramos as farmácias de serviço para arranjar uma seringa. Lucky us, a que fica mais perto de casa, está de serviço a noite toda. Isto deve querer dizer que a sorte está a mudar, não?


Só é pena não poder meter folga amanhã. Isso é que vinha mesmo, mesmo a alhar.


 

Ir para fora cá dentro

Cheguei à conclusão que os portugueses - em geral, como povo - são tolinhos de todo. Dantes, vibravam com Barbies vindas do estrangeiro, agora acham que só é bom quem trabalha ou já trabalhou em outro país. Estás na Cimpor Brasil? És um talento! Fazes o mesmo em Portugal? Não tens graça nenhuma. "Experiências internacionais" não têm qualquer problema, é óbvio (eu própria já tive duas), mas o que é isso muda de fundamental? Nada. Só é bom para quem a faz. E depois é tudo uma questão de linguagem. É fácil imprimir glamour a uma coisa como "O meu escritório é em Londres", não é tão giro dizer "Trabalho no Marquês de Pombal". É mesmo. Estou de acordo. Era só mesmo para não me esquecer que, por mais fashion que possa parecer encher a boca para dizer que se está fora, isto aqui também não é assim tão mau. (E tu, Mini, quando cresceres se puderes não deixes de passar uns tempos fora daqui. Quanto mais não seja, para saberes do que falas).

Regresso ao passado

Gosto de ver os posts de há um ano atrás.


É espantoso como achava que a Mini estava a ficar muito crescida quando passou a dormir até às 05h00 a.m.


Se ela se lembrasse de fazer isso hoje, ficava chateada! Acharia que se estava a passar qualquer coisa de errado.


Agora é que ela está grande!

Buuuuuuuuuuuuuuuh!!!

Então o nosso primeiro e a patroa foram vaiados à entrada do espectáculo "Ópera Crioula", CCB, na sexta à noite? 'Tadinhos! E, para mais, parece que não mereciam. Foi tudo culpa do homólogo de Cabo Verde, José Maria das Neves. Agora dúvidas:


- Se parte dos bilhetes foram comprados pelo PM de Cabo Verde, como escreve hoje o 24horas, que sentido faz que as pessoas vaiem? Ou vaiaram todos mesmo aqueles que não pagaram um cêntimo?


- E se todos ficaram indignados com o nosso PM, como podemos ter a certeza que foi pelo seu atraso?


- E por que razão não fecharam simplesmente as portas e começaram o espectáculo?


 


Vá, a gente sabe, o atraso foi só desculpa.

O mais ignorante é aquele que não quer saber

Não é de bom tom fazer isto, mas preciso de desabafar uma coisa - sem grande importância - que me está a pesar muito cá dentro. Estive num serviço idiota hoje. Com um grupo de pessoas que se acham "os próprios". E passei a odiá-los. Especialmente ao cabecilha. Como diria Maitê Proença, tanta gente boa para ter uma dor dentes e este aqui na maior... (Bom, na versão original, ela foi um bocadinho mais agressiva)

Mas de onde é que elas aparecem?

Sabia que existia uma boa razão para ter posto o programa "Aqui e Agora" a gravar e ontem quando vi, percebi que não me tinha enganado. O tema era "O Mundo Cor-de-Rosa", esse odiodo, porém apetecível, tema que faz mover multidões a par do aborto, eutanásia, casamento e adopção de homossexuais.


A pergunta-base para abrir um debate destes devia ser: como conviver pacificiamente com a pulsão para cusquice e permanecer sem mácula? Impossível!


Aqui deste lugar onde me sento só vi e ouvi um chorrilho de lugares comuns e parvoíces.


Por exemplo, Diana Chaves dizendo, com o ar de quem faz uma confissão do outro mundo, que aceitou entrar na "1.ª Companhia" por dinheiro. Uau! Por que havia de ser? Pelo Castelo Branco? Bom também o momento em que, picada por Luísa Jeremias, se solta com esta pérola: As presenças são um trabalho como outro qualquer! Exacto, amor, tal como ser paparazzo, então!


Depois, veio a martirizadinha da silva, Inês Castel-Branco, que com os seus modos "gentis" explicou por que acha que há perseguições contra certas pessoas - mais uma com a mania das campanhas negras.


Parece que lhe perguntaram se estava mais gorda e os mandou concentrarem-se no evento, com os seus modos gentis, frisou - a seguir outra jornalista da mesma publicação ligou-lhe a perguntar se queria dar uma entrevista. Disse que não queria por estar sem fazer nada e parece que acha que foi por causa disso que dias depois fizeram uma legenda numa foto a dizer que ela estava gorda e anafada. Opiniões destas deixam-me preocupada.


Como explicar a uma pessoa que se acha tão importante  (ao ponto de uma publicação inteira se virar contra ela) que talvez estivesse realmente gorda e anafada e fazer parte de uma página de crítica divertida aos looks de famosas várias?




Sortido fino

Hoje há tanto para dizer que nem sei por onde começar:

 

Bom, talvez seja boa ideia falar da vida profissional e dizer que vai haver mudanças no jornal. Vou dizer mais uma vez o que já tinha escrito aqui: não me rendo! Ouviram? NÃO ME RENDO!

 

 

 

Falemos depois do rumor, aliás, O RUMOR.

 

Depois da reunião da manhã (a tal das mudanças), recebi um telefonema bizarro do meu gajo. Entre as coisas absolutamente quotidianas, sai-me com um "Estás grávida?" que me deixou a tremer. E a rir.

 

Parece que um dos últimos posts, aquele que em digo que para a semana há novidades, deixou uma grande amiga intrigada e o gajo achou por bem ir directo à fonte pedir satisfações. Como se por acaso não fosse ele o primeiro a saber de uma coisa dessas! São misteriosos os caminhos da mente humana!

 

E quando julgava que o caso estava encerrado, eis que a mamã de "O Meu Umbigo" (link na coluna ao lado) faz um post juntando dois mais dois. Podia ser, V., podia, mas não é. Por enquanto. Já li o teu comentário e lamento não ter mantido o suspense, mas como compreenderás isto estava a fugir-me das mãos! Olha, um pouco como os famosinhos que se foram queixar ao debate "Aqui e Agora",  o programa do Rodrigão na SIC.

 

 

 

Entretanto, aproveito ainda este post para agradecer do fundo do coração à ERC e aos senhores da Universidade do Minho que decidiram apresentar o estudo "A Televisão e as Crianças" na Gulbenkian, na terça-feira à tarde. Uma estranha força juntou-me com duas antigas colegas da faculdade e já está a circular uma petição na internet. Não pela verdade desportiva (que só é verdade quando é o Sporting que não ganha, não é seus lagartos com mau perder?), mas por um almoço/jantar de reencontro.

 

Obrigada, senhor Azeredo! Prometo não voltar a dizer disparates desta guisa: "A ERC controla a Comunicação Social, mas quem é que controla a ERC?" ou ainda "Sacanas da ERC, preocupadas com tanta porcaria e as legendas do AXN nesta miséria". I love you, Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

 

Ah! E, por si fuera poco, ainda conheci o director da RTP2, Jorge Wemans. Esperto, simpático e muito giro! 

 

Isto sim é regular com a fasquia bem alta!

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