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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Para a próxima estou lá às 08h30

A Mini faz 4 meses amanhã e hoje foi dia de vacinas. Apesar da rabugice natural destas coisas, correu tudo tão bem que estou prestes a voltar a confiar no Serviço Nacional de Saúde. Não havia fila, as enfermeiras estavam com a pica toda e aindam e explicaram que se tivesse marcado consulta no primeiro mês elas me tinham feito uma seguimento semanal. Lindo! E andei eu a ir à farmácia pesar a Mini todas as semanas.

Maldito lóbi do leite em pó

Já houve um tempo em que eu me preocupava muito com o local onde dava de mamar à Mini e fazia tudo para estar em casa nessas horas. Depressa percebi que se insistisse nesse método das duas uma: ou ficava maluca por estar sempre trancada em casa ou punha os preconceitos de lado e passava a fazer uma vida normal, dando de mamar onde fosse preciso. Optei por esta segunda via (com bastantes restrições), apesar dos olhares de nojo, repreensão e curiosidade que as pessoas me vão lançando. Ironia das ironias, na maior parte dos casos, por trás desse olhar está... uma mulher. E mãe, ainda por cima. Aconteceu-me na terça-feira, na sala de espera do consultório da pediatra. Era hora, dei de comer à Mini e, de repente, lá estava o olharzinho de "como é que és capaz?!", vindo de uma daquelas mães. Parece impossível, senhores, num consultório... Pela cara dela qualquer pessoa diria que eu estava a dar de mamar numa festa requintada com a Paris Hilton como convidada de honra.


 


Antes da Madalena acho que também padeci deste preconceito. Embora visse poucas mulheres a fazê-lo, não percebia por que razão as mulheres davam de mamar em público. Perguntava-me por que não o faziam em locais mais recatados. Ingenuidade a minha. Raramente há sítios discretos e, sobretudo, limpos onde se possa alimentar uma criança em condições. Uma pessoa que conheço dizia no outro dia que se fossem os homens a amamentar, já se tinha acabado com isso. Ou, na minha opinião, já tinha criado lounges super-cómodos, modernos e bem apetrechados para se poder alimentar bebés. Não são, é pena.


 


A questão é que tanto repúdio me fez pensar: por que raio as pessoas se passaram a comportar assim? Apesar do que digam os românticos, realmente uma mulher a dar mamar não é propriamente um ideal de beleza e perfeição, mas também não é caso para se ficar horrorizado. E então desenvolvi uma teoria conspirativa. A culpa de tudo isto é das empresas que fabricam leite em pó. (Garanto-vos, aliás, que não fui a única a chegar a esta conclusão. Há muita literatura sobre o tema na internet).


 


Portanto, as empresas criaram essa falsa ideia de que o leite artificial era melhor e assim conseguiram criar a necessidade por uma coisa que, estou em crer, a maioria das mulheres não precisa. E se quisermos levar isto mesmo além ainda podemos pensar que à conta disto as mulheres passaram a ir trabalhar um mês depois de dar à luz.


 


Não acredito que esteja um homenzinho sentado num gabinete a magicar estas coisas, mas lá que parece, parece.

Mostra as tuas garras

Nos últimos dias, além de se babar como gente grande, a Mini descobriu que tem mãos, já sabe que as pode levantar ou juntar, acho que até já percebeu que podem tocar e agarrar coisas. Dizem os livros e os sites da Internet, é todo um feito na vida de um bebé pegar num objecto. E eu divirto-me a ver como a Madalena tenta chegar lá.


 


Quanto está deitada na espreguiçadeira levanta a cabeça para chegar aos bonecos: o elefante, a girafa e a avestruz. Aposto que já sabe os  nomes, tantas vezes os ouve. Ainda não chegámos ao momento "habemus objectum", mas tanta determinação em levantar-se parece-me bem. Qualquer dia viro as costas um segundo e quando voltar está de pé.


 


As sestas da Madalena também não têm desperdício. Como sabem, e quem não sabe fica a saber, chupeta não é coisa que deixe a Mini a parlar de alegria. Mas sempre vai usando um bocadinho quando está na fase do "quero dormir, mas vou lutar até ao fim para manter os olhos abertos". Pois, ontem, já com os olhinhos fechados dedicou-se a tirá-la da boca sempre que lha dava. Melhor: depois de ela própria tirar a chuchar da boca com a aquelas mãozinhas mínima que tem, desatava a chorar sempre que sentia que não tinha a chucha.


 


Quanto tempo demorará até pegar mesmo numa coisa qualquer?


 


PS: O outro progresso interessante dos últimos dias foi a Mini ter deixado o colo apenas para os mimos e não para o sono. Agora ponho a cama e adormeço-a lá, com festinhas, paciência e palavras suaves. Espero que agora que falei disto a magia não se quebre.


 


 

Um rotundo fracasso

Disse rápido que a Mini ia mudar para o quarto dela, não disse? Então vou dizer isto ainda mais depressa: foi um fracasso de noite.


 


Estava tudo a correr bem, sim, mas depois, era 01h00, a baby acordou, choramingou e só se calou com comidinha. Não querendo parecer que estou a entrar em delírio, quase podia apostar que a Mini percebeu que alguma coisa não estava a bater certo. Já dormiu noutra cama e não fez isto.


 


Resultado: a Mini-Maxi voltou para o seu (agora) mini-berço - se é que é possível este conceito. Está minúsculo é certo, mas por enquanto é lá que vai dormir. Tal como a filha, que se rebelou contra o ambiente estranho, a mãe chegou à conclusão que ainda não está preparada para dar este passo. Tento mais tarde. Quando ela voltar a dormir a noite toda ou quando já ficar com os pés de fora, coisa que não deve tardar muito, porque hoje esta amostrinha de gente já queria dormir com o braço de fora, qual condutor de fim-de-semana, Marginal fora.


 


Estou confiante. O tempo dar-me-á uma resposta. E se não der, olhem, a Mini vai do quarto dos pais para o T1 no Bairro Alto.

Vou dizer isto depressa para não me custar tanto...

Já sabíamos que isto acontecer mais ou cedo ou mais tarde, de maneira que é assim: snif, snif... A Mini mudou-se para o quarto dela. O tempo passa e a nossa menina, que há um ano não se via a olho nu e viveu aconchegada na barriguinha da mamã, deixou o quarto dos pais. Amanhã pede-me um T1 no Bairro Alto, está-se mesmo a ver.


 


Não sei se estamos a fazer bem ou mal. Sei que a Mini já é grande de mais para o berço e já tinhamos planeado que ela se ia mudar para o quarto dela quanto antes. 


Foi hoje. Agora mesmo. Levei uma fraldinha e a manta da outra cama para o choque não ser tão grande, mas ela já ia a dormir quando se deitou, pelo que suspeito que não se dará conta de nada. 


 


Pensamos nesses pequenos detalhes, porque nos preocupa o grau de consciência da Mini. Reconhecerá realmente que está num sítio diferente ou é tudo uma tanga e ela está bem em qualquer sítio desde que não tenha fome, frio ou calor, a fralda suja ou sono. Uma parte de mim acredita que sim, que ela sabe mesmo onde está e por isso tento sempre planear as mudanças para o melhor dia.


 


Era para ser no sábado, 31, assim em jeito de celebração do 4.º mês (já?!), mas se calhar não estamos a em casa. Para segunda que vem também não podia ficar. Vamos à pediatra e queria que a Mini começasse antes para o caso de ter dúvidas e poder colocá-las ao vivo e a cores. Na sexta também nem pensar. É dia de vacinas e bem basta o que basta. Portanto, e para começar num dia redondo, começa hoje que é princípio de semana. Mesmo que agora lhe tenha dado para acordar às 04h00 da manhã para comer, quando já fazia noites tão boas das 22h30 às 07h00.


 


Reconheço que já não estava habituada, mas vou entender isto como uma etapa (não é tudo uma fase?) e esperar por dias melhores. Também é verdade que temos assistido a outros progressos (ver próximo post sobre o assunto). Quanto ao soninho no quarto, so far, so good. Ouvi uns choramingos há um bocado, mas não acordou e até foi giro: bateram certo com o momento em que o papá começou a falar na TV.

Dá os bracinhos, dá...

Pode ser apenas coincidência, como quando a Madalena sorria para nós e não era nada, apenas um esgar, mas hoje ela estendeu os bracinhos como se quisesse vir para o meu colo. Não tornou a repetir a gracinha, mas fizemos uma festa tal que tenho esperança que ela perceba que pode fazer o gesto mais vezes.

Uma pequena vitória

Talvez seja ainda demasiado cedo para cantar vitória, mas hoje consegui adormecer a Madalena sem choro e sem colo. Apenas de mão dada com ela e a ler a "Time Out" (chiquíssima, sei lá!). Também tentei música, mas estava a excitá-la em vez de a relaxar, por isso desisti.


 


Isto tudo porque, querida Mini, a mamã, esquizofrénica como é (e isto não é para repetires quando fores mais crescida), hoje acordou disposta a deixar-te chorar, mas depois tomou banho e decidiu que não te vai deixar a chorar sozinha, nunca-jamé. Nem que tenha de andar contigo ao colo aos 20 anos - ou aos 20 Kg, que também custa.


 


Ainda houve ali uma soneca à antiga, mas depois li o comentário da querida Vanda, uma mamã bem experiente, e pensei: "que diabo, não custa tentar". E pronto, fiz um mix. Juntei os conselhos da mãe Inês com os da mãe Vanda e voilà. Alguma coisa se conseguiu. Até fez um intervalo maior entre refeições. Estou mesmo contente com esta miúda.

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