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Quem sai aos seus

Para a Madalena, para a Teresa e para a Francisca.

Lista de pequenas coisas a fazer depois do triatlo

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- Continuar a ir nadar e correr. Bicicleta só por diversão. Falando nisso...

- ...Ir andar de bicicleta e patins com as miúdas para Algés. Usufruir de uma manhã ao ar livre sem pensar que tenho de fazer 20, 30 ou 45 km.

- Não passar os dias a tentar encaixar treinos, treinar a pensar nisso e como organizamos as demais coisas.

- Ir a uma loja que não seja a Decathlon.

- Imprimir fotografias para o quarto da Quica. E, de caminho, os álbuns.

- Uma pedicure daquelas em que até se adormece!

- Encher a casa de flores no Dia da Espiga.

- Ir ver a exposição do Alfredo Cunha na Cordoaria (com ou sem polémica). E a Cosmo Discovery. E o que puder aproveitar da Capital Ibero-Americana da Cultura.

- Procurar uns cortinados novos para a sala (prepara-te, António!). Chegou aquele mês em que só apetece estar em lojas de decoração.

- Um fim de semana muito bom (❤️).

- Combinar brunch com uns amigos, um piquenique com outros e um jantar. E estar com os meus afilhados.

- Ir lanchar ao salão de chá daquele hotelzinho por cima do Chafariz d' El Rey.

 

|Imagem: Monet, The Early Years|

Esta casa é incrível

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Uma pessoa ter uma villa italiana em Montecito, Califórnia, é uma coisa uma bocado extravagante, mas que seria de Hollywood sem estas coisas? Apanhei estas fotografias no site da Sotheby's e diz que são da casa que Ellen Degeneres e Portia di Rossi partilham. A mim parece-me que ninguém a habita, a julgar pelo arrumada que está (que sonho! que inveja!), mas vou acreditar que sim, porque adoro (quase) tudo o que aqui está.

[A outra razão para querer acreditar que esta é casa do casal é gostar bastante da Ellen. Dela e do seu estilo. A roupa assenta-lhe como uma luva, caraças. Já sei que há quem ache que é muito masculina, mas tentemos ultrapassar esse género de preconceitos em que uma mulher tem de ter sempre um decote, uma racha ou um laço no que veste para ser elegante.]

| foto: Jim Bartsch |

Apetece-me desistir...

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Ponto prévio, eu não vou desistir disto. Não vou. Pensei fazer o triatlo, inscrevi-me, estou a treinar e, portanto, se me comprometi com isto, vou até ao fim, porque é o meu dever e é o que peço às minhas filhas. Mas, por uns segundos, vamos esquecer os problemas do mundo, Trump e a Síria, os atentados na Suécia e no Cairo, o medinho que isso tudo dá, e fazer de conta que isto é importante (que sei bem que não é, atenção!). Sinceramente, estou fartinha.

Eis o que a pobre e inocente Lina pensou sobre o triatlo aberto a amadores: se gosto mais de nadar e de andar de bicicleta do que de correr, isto não deve ser assim tão difícil.

Vou agora fazer um compasso de espera para que se possa rir, e rir bem, a selecta audiência que faz a gentileza de seguir este blogue.

...

Não é que faça a natação e a corrida com uma perna às costas, tipo Vanessa Fernandes que ficou em 13.º lugar numa prova há uma semana com apenas três semanas de treino, mas nada se compara à bicicleta. Melhor dizendo, à bicicleta de estrada.

Pura e simplesmente, não me consigo habituar. Bem me esforço por tirar fotos fofinhas, por encontrar bons sítios para pedalar, reunir vontade e ouvir o Eye of The Tiger na minha cabeça. Nada! É um suplício a posição, é um suplício ir com os pés presos. Tenho pânico de ser atropelada, tenho pânico virar à direita, tenho pânico virar à esquerda, tenho pânico das descidas, não consigo ganhar preparação para enfrentar subidas... Enfim, é um desastre.

 

Voltas e mais voltas e a coisa fica na mesma: machista

Se bem que isto me possa arrumar diretamente no canto das fundamentalistas feministas que não usam saltos altos (só em casamentos), não fazem a depilação (faço, faço), não se maquilham (gostava, mas não dedico tempo ao assunto), acham que se perde demasiado tempo com roupas (não acho) e se acha uma princesa que não devia levantar uma palha em casa (verdadeiro!), gostava de deixar escrito num sítio qualquer que este anúncio é mais um daquelas minúsculas coisas do quotidiano que nos devia fazer pensar no muito caminho que temos para andar quando falamos em igualdade de género.

Nos primeiros anúncios de que tenho memória, a senhora que aparecia era a dona de casa que tinha tudo aprumado. Depois demos um passo de gigante, passou a ser uma senhora ainda de tailleur que chegava a casa e se punha a fazer as tarefas domésticas. E agora isto.

Ai, o homem está a lavar a roupa.

Ai, o homem bonzão pode ser objetificado como os homens fazem com as mulheres (como se isto fosse algum avanço civilizacional).

Não nos enganemos, nada mudou. Este anúncio -- com um homem -- é para mulheres, porque elas agora além de cuidarem da casa e trabalharem, também preferem homens com um six-pack definido. Portanto, não é tanto o caso de isto ser mera falta de imaginação como o reclame da planta, é também o espelho da vida que levamos. Segundo parece, só na publicidade os homens descabriram o caminho para o cesto da roupa suja e daí para a máquina da lavar, usando o  cérebro para determinar se o amaciador está quase a terminar e seguir daí para o supermercado para o repor, caso seja necessário. É o que faz a maioria das mulheres mulheres e o que está implícito nisto tudo.

Pela parte que me toca, ficam já a saber: não é porque o homem é jeitoso que fico com mais vontade de separar roupa suja.

Dias bons e dias assim-assim

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Estava a ler "Um Livro para Todos os Dias" à Quica, ontem à noite, e pensei que devia andar com este livro no bolso todos os dias. Uma amiga sentia-se desanimada? Dizia-lhe "há dias bons e dias assim-assim". A outra, que se sentisse tristonha, mostrava-lhe estas páginas e lembrava que uns dias "vão andando" e outros "passam a correr". Seria o meu remédio para dias tristes.

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Pessoalmente, culpo o inverno disto tudo. Da depressão, do sentirmo-nos em baixo, desta sensação que trabalhar-não-compensa, do parecer que não conseguimos pôr nada em perspetiva.

Podia dizer-se que a minha conversa chega tarde, porque a primavera está aí, mas não. Os efeitos nefastos do frio sentem-se precisamente agora, quando precisamos de sol como de pão para a boca, mas o que aí está (e é tão bom, não me interpretem mal) ainda não chega para carregar as baterias.

Ainda hoje falava disto com duas amigas. Uma delas implica com setembro. Percebo-a -- é o retomar das rotinas, o regresso ao trabalho, a escola que começa -- mas discordo. Setembro é ano novo. Já o primeiro trimestre é recuperar do Natal, frio (não sei se já disse), estarmos fechados em casa, falarmos com menos pessoas, decisões difíceis nos trabalhos porque toda a gente está superempenhada no assunto, IRS, contas para pagar, decisões de ano novo que não se cumprem, as crianças com testes, o verão que não chega... Tenho a certeza: Janeiro, fevereiro e março são os piores meses do ano.

E, para cúmulo, ainda não senti isto:

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Por favor, digam-me que não estou sozinha (porque era só o que faltava!)

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